Quem nunca olhou para a própria vida como se fosse a de outro – lá de fora, lá de cima – e viu uns pontinhos centrais onde o trilho bifurcou e claramente deixamos para trás uma possiblidade de futuro completamente diferente da vida que temos agorinha? Eu às vezes tenho vontade de dar uma espiada no que eu teria virado se em uns três - quatro? - momentos da vida tivesse caminhado para lá e não para cá – o que nem tem a ver com arrependimento nem nada, só uma curiosidade de esta outra eu em potencial que ficou perdida em algum universo paralelo.
Foi por esta curiosidade e por estar sentindo minha vida entrar numa destas grandes e deliciosas fases de muda-tudo – quem foi que disse que jornalismo é objetivo? - que propus esta pauta na primeira saidinha norte americana. A idéia era gravar no trem que liga Nova Orleans e Nova Iorque – vinte e nove horas de trilhos cruzando cidades gigantes e modernas, rios e lagos, highways, carros grandes, florestas lindas e magras: bela experiência, recomendo! As entrevistas foram gravadas no metro de Nova Iorque.
Que surpresa quando entendi que o momento que Helena mais tinha orgulho na vida era exatamente o momento que Kate gostaria de voltar atrás. Aí lembrei de um papo que tive com um amigo algumas bifurcações atrás: ele me explicava um termo que acabava de ler em alemão e que livremente traduziu como “novos carregamentos”. Simplificando ao extremo a teoria é que há tipos de pessoas que tendem a reconstruir seus passados de forma heróica e outras que tendem a só ver tristeza mesmo onde houve alegria. Levando ao limite seria dizer que o pessimista do passado pode ter a vida mais maravilhosa que poderia sonhar mas quando lembra só vem as imagens do bolo que levou, da briga com o patrão, da malcriação da filha. O otimista nostálgico já olha para o próprio casamento que está uma desgraça e só lembra do um minuto em que o parceiro fez o cafuné, do um dia em que fez um passeio legal; reconstrói sua vida como um conto de fadas. Depois desta discussão fiquei tentando me atentar mais para o presente para conseguir lembrar dele com o devido respeito: nem me permitir repetir coisas que me fazem mal simplesmente porque esqueço da parte sofrida das situações nem ser tão cruel de não lembrar os tantos sorrisos e vitórias do dia-a-dia.
Assim, a idéia desta Saidinha é um pouco incentivar que cada um depois de viajar com Kate e Helena pense em seu passado com atenção especial ao passado do seu futuro… Boa viagem!
Saia Justa
Todas as quartas, às 22h30
Horários alternativos: nas quintas, às 4h, 10h e 14h, nos sábados, às 23h e às 5h, e nos domingos, às 10h30.
Acabava de chegar na Cidade do México quando me perguntaram: “já foi na praça Garibaldi?” Não tinha ido e fui sem saber o que seria. Ao me aproximar do tal lugar homens vestidos a la Don Juan começavam a perseguir o carro,gritavam, se insinuavam com olhares. Como putas de rua eles esperavam seus clientes mas em vez de alugar seus corpos ofereciam seus sons. Na praça dos Mariachis, como é conhecida no populesco, grupos de músicos circulam com violinos, harpas, trompetes vendendo alguns minutos de alegria e sedução.Amigos bêbados compravam as lembranças trazidas nas letras e ficavam lado a lado escutando;casais apaixonados pediam suas músicas preferidas e ficavam dançando ali no meio.
A amiga com quem estava,mexicaníssima, me incentivava: “pede uma música!” Igual criança tímida, “envermelhei”,coloquei os pézinhos para dentro, senti frio no estômago. “Peço não. Imagina se você ia conseguir chegar no Brasil e assim de cara ir sambando na rua”. Ela riu. Ali entendi um capitulozinho mais deste país tão “uau” que é o México e tive a certeza: aqui será a próxima Saidinha! Entre latin lovers e tcha tcha tchas os e as mexicanas deram algumas dicas de como deixar a relação sempre apimentada! Adelante!
Saia Justa
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“Se queres mudar ao mundo, muda-te a ti mesmo” (Gandhi).
A correria do dia-a-dia faz com que as decisões devam ser igualmente rápidas e certeiras.
Como escolher o melhor se não conhecemos direito o que é melhor?
Falamos tanto em mudar de atitude com relação ao jeito que tratamos o planeta, mas é preciso saber qual é o escopo da nossa atuação que reflete nele. Então.. é TUDO!
Acordar e dar um sorriso. Escolher a comida do café-da-manhã. Se vestir. Trabalhar (no lar ou escritório, etc, tanto faz aqui). Qual o meio de transporte que combina com a facilidade, tempo e conforto que preciso? Isolar-se ou relacionar-se? Almoçar comida orgânica? Comprar presente feito de material reciclado ou convencional? Separar o lixo ou deixar que o catador o faça? Acender a luz durante o dia, passar calor e não ligar o ar-condicionado, negar uma marca que pratica trabalho escravo, imprimir para conseguir ler direito, trocar o celular pelo modelo novo.....fazer compras do mês e levar 5 sacolas retornáveis no carro para não levar as sacolinhas plásticas, dar uma festa e só servir cachaça orgânica.....a madeira vem de onde? Onde eu levo as minhas pilhas? A toalha do hotel vai pra lavar hoje? Por que não devo mais jogar o óleo de cozinha no ralo da pia? Se meu detergente é poluente, lavo a louça com o quê? Cloro ou ozônio para cuidar da piscina? Quem é o fabricante desta camisa? O frango é orgânico? Papel reciclado ou couché? Caneca ou copo de plástico? Natural ou orgânico? ......detalhes tão pequenos que fazem a diferença no todo.
Ser radical não deve adiantar tanto para quem leva uma vida na cidade, mas encontrar o equilíbrio é fundamental.
Pra cada uma dessas e outras reflexões, existem explicações e estudos para nos darem respostas e encontrarmos saídas mais sustentáveis. A susTENTAbilidade é um caminho, não é um destino. Estamos sempre tentando ser melhor, buscando as oportunidades de melhorias. É preciso se questionar, refletir, descobrir o que é melhor pra você e para os que vivem a sua volta. E sempre avaliar o desempenho das decisões que tomamos. Errando e acertando vamos construindo um mundo pra chamar de nosso, recheado de boas intenções.
O programa Um Mundo pra Chamar de Seu veio para fomentar o diálogo para essas questões todas. Esperamos que tenha contribuído para despertar possibilidades de
mudanças de hábitos que tragam resultado positivo para todos.
Carol Piccin Silberberg
Gestora Ambiental
Sócia-Diretora da Sistema Assessoria Ambiental
Um Mundo pra Chamar de Seu
Todas as sextas-feiras, às 21h30
Horários alternativos: sábados, às 5h30 e às 13h; quartas, às 18h30; e quintas, às 13h30
“Haverá a Idade das Coisas Leves”, Editora Senac: É um livro que explica de uma maneira deliciosa sobre o tema da sustentabilidade e o ECOdesign. Lá, Thierry Thouvenot, da WWF, diz que o desejo é o motor do desenvolvimento sustentável. Ele fala assim, porque o conceito do Triple Botton Line (equilíbrio ambiental-social-econômico como base da sustentabilidade), por si só, não move montanhas. Conceito não revoluciona nada! O que revoluciona é o desejo de mudar. E a criatividade é a chave-mestra para convencer as pessoas a virem conosco nessa revolução que tanto estamos precisando.
O Ecodesign parte da premissa que os impactos do produto serão reduzidos e a funcionalidade junto com o desempenho serão mantidos.
Tem que pensar em todo o ciclo de vida do produto e seus componentes. Extração das matérias-primas, manejo, transporte, fabricação, distribuição, uso e... reuso...(se o produto voltar pro ciclo novamente, melhor ainda!).
Peças para troca do produto, suporte publicitário, embalagens, tudo entra nesse planejamento, que é o DNA do Ecodesign.
Pensar na responsabilidade socioambiental de um produto ou projeto, hoje, ainda é inovação que pode reposicionar as estratégias de uma empresa. O ecodesign é uma boa oportunidade de vantagem concorrencial. A empresa Nó Design está seguindo esta linha de pensamento.
A exigência ambiental pode estimular a criatividade e originar a (R)Evolução!! Novos materiais, novas funcionalidade, novas tecnologias, novos usos!! Consumo consciente, menos desperdício e menos lixo! Vida Melhor.
Carol Piccin Silberberg
Gestora Ambiental
Sócia-Diretora da Sistema Assessoria Ambiental
Um Mundo pra Chamar de Seu
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A menina com a flor amarela na cabeça, o vestido lilás e a sombrinha florida carregava olhos cinzas de quem já não quer mais. Andava tentando livrar-se deles e a cada passo caiam cacos de já não. não mais. Lembranças de dias que não deveriam, não devem, ser lembrados. Aos poucos a mirada se coloria de lilás, de amarelo, de florido, de verde e vermelho. De vida, de sonho. Ela nasceu na França mas a mãe veio das Arábias. A matriarca nunca aceitou não poder ser o que era. E para sê-lo teve que ir. Cruzou a Espanha, cruzou as culturas distantes, tirou as roupas: “eu vim do caminho” me disse a filha. Veio dos passos que buscam mais. A mãe pobre, migrante ralé, começou catando coisas. O dom das artes ficou em alguma lata com o sonho do brilho. Os cinco filhos vivos, dos seis que pariu, puderam dar-se ao luxo de ser mais que sobreviventes. Fouzia sabia da sorte. E por isso lutava contra a tristeza, lutava contra o tempo que não lhe permitia quarenta horas em vinte quatro. E ela sim brilhava: circo, teatro, trabalho social, estudos, e mais, e mais. Mais. Mas era tuda tanto que um dia cansou. Caiu na cama e o frio parisiense congelou os planos. Esfriou os pés. Chorou pelas provas que não lhe garantiam dez. Paralisou pelo amor que não foi, não tanto quanto deveria. Sempre pode mais. Sempre poderia. Cansou de não ser-se. Mas já não sabia. Foi ficando: “queria parar de existir”. “O que é diferente de querer morrer”. Isso ela me disse assim como quem diz. Como quem sabe bem uma e outra coisa. Ela queria virar ar e ir. Ir dali. E então cruzando o parado uma faísca de esperança lhe chegou por email. Ela arrancou o talvez e calçou as meias. e seguiu. Foi. Protegendo-se do sol e entregando-se ao passado presente das ruínas, a francesa de todo o mundo caminhava em busca de si. Ia até que irá. Ah, mas irá. Talvez, já foi.
Beijo Fouzia. Boas sombras e muito sol!
Ps: Fouzia é personagem, linda, da próxima matéria do Saia Justa!
Saia Justa
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Solidariedade e altruísmo também transformam positivamente a nós mesmos.
O que move uma pessoa a trabalhar voluntariamente por uma causa?
Porque acredita que fará diferença!
As necessidades são diversas. Tem aquele que não tem família, não tem como pagar por uma escola, tem oceanos e florestas precisando de cuidado, animais urbanos e selvagens necessitando da nossa atenção, senhores e crianças precisando de carinho, pessoas doentes e abandonadas...ainda bem que tem gente podendo ceder seu tempo e coração a essas questões.
Cada um encontra seu foco no que acredita e no que pode fazer, e se compromete em ajudar.
Uma forma de se engajar em uma causa também é participar de encontros com a sua comunidade, procurar organizações sociais e participar de campanhas para a melhoria de um bairro, cidade, país, empresa...
Você pode também estar incomodado com algo e querer se mexer em prol da melhora. O importante é planejar o que se quer e se comprometer. Para engajar as pessoas precisa dar o exemplo, estendendo assim para uma rede enorme de pessoas que darão força e riqueza para o que se pretende. Se for verdadeiro e organizado, até formam-se políticas públicas.
Lembrem-se: o governo é movido pelas pessoas. Até em ações boas.
Tão importante como ter vontade, ter necessidade e agir, é mesurar o desempenho. Sem medir resultados, não se sabe se os objetivos foram atingidos.
Entra lá: www.voluntariosonline.org.br , www.portaldovoluntario.org.br . www.voluntarios.com.br e comece sua pesquisa navegando por outros sites que discorrem sobre o assunto. Encontre sua causa e atitude!
Carol Piccin Silberberg
Gestora Ambiental
Sócia-Diretora da Sistema Assessoria Ambiental
Um Mundo pra Chamar de Seu
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GNT Fashion
No ar quarta-feira, às 22h
Horários alternativos: quintas, às 9h30, sextas, às 4h e às 14h30, sábados, às 9h, às 22h e às 4h30, domingos, às 16h
Eco vem de Oikos (palavra grega), que significa Casa. Como bem diz Rosana Jatobá logo no começo do episódio, a limpeza do planeta começa é em casa (ou lugar onde vivemos). O que fazemos “na rua” não deixa de ser um reflexo do que fazemos ou aprendemos em casa.
Esse episódio é uma combinação de receitas do tempo da vovó com a modernidade. Aprendendo com o passado e projetando no futuro com harmonia.
Aproveitar a água da máquina de lavar roupa e a água usada pra lavar a louça é possível. Você só precisa adotar o hábito. Navegar pelo site da Sabesp (companhia de saneamento básico do estado de SP) é recomendado para quem quer saber sobre desperdício de água nas nossas ações cotidianas. www.sabesp.com.br
1 litro de óleo de cozinha, se jogado na rede de esgoto, contamina 1 milhão de litros de água. É por isso que tanto ouvimos para separar o óleo de cozinha usado, colocar numa garrafa pet e deixar separado junto com as lixeiras da coleta seletiva. As cooperativas de lixo ou empresas especializadas no recolhimento encaminham para fazer sabão e até biocombustível. O Instituto Triangulo (www.institutotriangulo.org.br) é um exemplo de empresa que faz sabão e a Prefeitura de SP está estudando o uso do óleo para misturar no combustível dos ônibus municipais.
Há diversas receitas caseiras para fazer sabão. Se for fazer em casa, proteja suas mãos com luvas e use máscaras evitando respirar diretamente a poeira suspensa. Se proteja na manipulação caseira!
As embalagens da maioria dos produtos de limpeza são feitas de plástico. O plástico demora mais de 100 anos para se degradar na natureza e no mundo são produzidos, anualmente, mais de 100 bilhões de quilogramas de plástico. Deste montante, 7,1% é referente ao setor de higiene e de limpeza (Tipo: PET e PEAD, que são reaproveitáveis e recicláveis). Então, separe os vasilhames e entregue para a reciclagem. (Sobre o assunto: http://www.plastivida.org.br/ )
O fosfato, existente na maioria dos detergentes e sabões (em pó), é um agente de limpeza. Só que ele vai para o ralo, segue para o esgoto e termina nos rios e no mar. Já reparou em épocas do ano que o rio da sua cidade fica com uma espuma branca muito densa? Então...Em alguns países o uso do fosfato já está proibido. Aqui no Brasil, a Resolução 359 de 2005 do CONAMA estabelece a redução gradual do fósforo.
Para nossa felicidade já existe produto de limpeza livre de fosfato e também os biodegradáveis. Quanto mais gente comprar, mais barato vai ficar! Entrem no site da Cassiopéia (http://www.cassiopeiaonline.com.br/pt/index.html) e conheça a linha Biowash. É eficiente (pois o concentrado dilui com água e dura um tempão), não precisa ficar comprando um monte de produto (tem uns que são multiuso), o transporte é mais econômico por ter menos embalagem, não cloro e amônia como desinfetante na composição e é da linha fairtrade que proporciona o desenvolvimento econômico das comunidades envolvidas.
Procure conhecer e testar os produtos mais ecológicos que existem no mercado. Dê preferência aos que possuem rótulos e selos de identificações. Vá atrás dos critérios de um selo de identificação. Saiba o que você está comprando. Acredite na sua escolha consciente.
Converse com seus empregados e ajudantes em casa, para que eles aprendam a reduzir impactos ambientais e passem adiante os novos conhecimentos. Divulgue as boas práticas de limpezas domésticas que você tomou conhecimento, faça o teste e troque as dúvidas, erros e acertos.
Carol Piccin Silberberg
Gestora Ambiental
Sócia-Diretora da Sistema Assessoria Ambiental
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Podemos adotar boas práticas socioambientais também no ambiente de trabalho. Há os serviços que por si só já contribuem para a preservação e proteção do ambiente, como ONGs, universidades,empresas de consultoria,secretarias governamentais,entre outros setores e segmentos. Há aqueles que não têm como missão atuar em prol da área ambiental ou da sustentabilidade, mas que adotam boas práticas nas atividades dentro do escritório.
Alguns pontos a pensar para seu escritório ser mais sustentável(o que vale é o equilíbrio):
Reforma ou Construção: O escritório do instituto Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola, www.imaflora.org.br ),foi construído com madeira certificada com o selo FSC (Forest Stuardship Council – www.fsc.org ). A posição das janelas permite que a ventilação e a iluminação seja natural, diminuindo o uso de energia com menos luzes acesas e menor necessidade do ar-condicionado. A água usada para irrigação dos jardins é de água captada da chuva e lá tem um banheiro seco (um vaso sanitário instalado num local alto, onde os excrementos vão direto para a composteira no andar de baixo) ligado no exaustor movido a energia eólica que resolve o mal cheiro.
Reformei o local de trabalho da empresa a qual sou sócia (Sistema Assessoria Ambiental) e foi um grande desafio encontrar produtos mais sustentáveis. Escolhemos uma tinta que é a base de terra (na cor gelo), verniz sem solvente (não foi eficiente para o piso), mesas de madeira de reflorestamento e de demolição, lâmpadas mais eficientes e com menos gasto de energia, luminária feita de casca de côco, pia reaproveitada de outro local e armários de prensados de madeira reaproveitada.
Busque informações idôneas sobre selos e ações de marketing verde! Fui numa loja que vende cadeiras para escritório e encontrei uma “cadeira de couro ecológico”. Enviei um e-mail solicitando informações sobre o tecido ecológico e pasmem: era pura enganação! Imaginem quantas pessoas compraram essa cadeira pensando que estavam contribuindo para o meio ambiente?
Comunicação, Marketing, Relacionamento, Treinamento: Ser transparente com seu público é respeitar os stakeholders relacionados ao seu negócio. Além disso, ações internas também são eficazes. Treinar e educar os funcionários é uma boa forma de enraizar os princípios e fomentar novas idéias por toda a corporação.
Almoxarifado: Reutilize folhas de papel. Faça blocos de nota com papéis usados ou mande folhas de volta para a impressora para imprimir no verso materiais só de leitura. Prefira papel reciclado, lápis de madeira certificada, canetas com componentes não-poluentes. Já existem opções de material de escritório que são produzidas pensando na redução do impacto ambiental.
Compras: Leve em consideração se os fabricantes e fornecedores estão comprometidos com o meio ambiente e os trabalhadores também.
Energia e Computador: Ao comprar um novo computador veja se ele possui o logotipo da Energy Star, selo que identifica menor gasto de eletricidade. http://www.energystar.gov/ Aqui no Brasil temos o selo Procel que identifica produtos que gasta menos energia (http://www.eletrobras.com/elb/procel/main.asp ).
Desligue seu computador quando não estiver em uso ou utilize a opção “Sleep”. Um computador ligado durante 1 hora/dia consome 5,0 kwh/mês. Em 1 ano desligando o computador na hora do almoço, a economia é de 60 kwh = economia de 18 Kg de CO2. (volume correspondente ao emitido por um carro movido a gasolina ao percorrer 120 km.)
Existe inúmeras formas de ser mais sustentável no escritório. Mesmo o tema deste episódio ter sido focado em ambiente do trabalho, nada mais é do que seu estilo de vida refletido ao longo do seu dia. Divulgue sua ações. Há uma comunidade virtual www.cidadaosustentavel.com.br onde sempre aparecem atitudes dignas de serem copiadas. Entra lá e inicie sua troca de experiência com outros profissionais.
Carol Piccin Silberberg
Gestora Ambiental
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No dia que pisei na Guatemala senti que a viagem mudava de rumo. Quando entrei no primeiro “chicken bus” nacional meus olhos foram devorados por cores de roupas mayas, umas línguas totalmente incompreensíveis, risadas altas e lentas e uma sensação de que aqui o papo é outro: meu sangue latino americano não tem nada a ver com este outro país. A sensação de que compreendia a cultura e sei lá o quê que me ligou aos outros países centro americanos até agora, por ter um passado colonial e político mais ou menos parecido, desapareceu nos primeiros minutos de Guatemala.
Encantada com este diferente propus a pauta da beleza maya para o Saia Justa. Comecei a andar pelas ruas buscando rostinhos bonitos e um padrão meu de beleza para fazer a matéria. Andei por paisagens deslumbrantes (como Antigua, uma cidade colonial linda e o Lago Atitlán, cercado por três vulcões) e simplesmente não encontrava minhas modelitas. E foi então que me caiu a ficha: se queria entender o padrão de beleza de outra cultura não podia aplicar o meu brasuca/europeu/norte americano para começar o papo. Nó na cabeça...
As mayas guatemaltecas, via de regra, são da classe baixa afinal até 1944 a Constituição garantia o trabalho “grátis” prestado por indígenas mayas aos fazendeiros do café e prefeituras. Até hoje o preconceito caminha pelas ruas e para ingressar em classes econômicas mais altas normalmente é necessário deixar de ser, ou deixar de parecer “índio”. Logo as personagens não seriam mulheres classe média como foram todas as entrevistadas para o quadro Saia por Aí até agora. Vencida a barreira de número um comecei a entrevistar mulheres coloridas em diferentes vilas para registrar trajes de povoados diferentes. O falar lento de quem tem o espanhol como segunda língua temperou suas respostas e aí veio minha segunda surpresa: não há roupa especial, há roupa nova. Mas cada dia é vivido de alguma forma especialmente e o mais sensacional de se produzir para uma festa é se sentir parte de sua comunidade, é estar vestida como todos. Uau! Saí da matéria com uma sensação de quem sai de outro mundo. Com a sensação boa de que apesar das dificuldades e de todo o colonialismo imposto outras culturas colorem, lutam e sobrevivem em nosso continente.
Saia Justa
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